Um chamado à responsabilidade
- Aaron Levi

- há 21 horas
- 3 min de leitura
“O meu povo é destruído por falta de conhecimento”
… assim alerta Oséias 4:6.
Antes, esse versículo era um aviso. Hoje, é uma constatação. Se encararmos nossa geração como um rebanho de ovelhas, é bem possível vê-la caminhando para o matadouro, não temerosa e desconfiada, mas empolgada e esperançosa com o aroma doce da grama envenenada da autorrealização e da autoindulgência.
“Certamente não morrereis”
… disse o tentador no início dos tempos.
Naquele dia, o chamariz era o desejo pelo conhecimento do bem e do mal, hoje, é um convite para retirarmos de nossos ombros as cruzes que outrora colocamos como estandartes da verdade e declaração pública de que a defenderemos como todo nosso ser e em todos os momentos de nossas vidas, ainda que seja o último!
“Morrer pra quê? Jesus já fez isso em nosso lugar”
…é o que diriam alguns.
Mas se assim fosse, teriam morrido debalde os mártires do passado?
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
… assim disse Jesus.
Sim, Jesus, o homem-deus que, por sua ciência infusa, sabia que sua vinda a esse mundo seria completa em dores, rejeições e lutas, mas, mesmo assim, nos exortou a seguirmos os seus passos e carregarmos corajosamente em nossos ombros uma mensagem que nos faria, se preciso fosse, até morrer! E a mensagem era: “O tempo está cumprido. O Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho”.
E estamos falhando? Indagariam alguns. Sim, a Palavra está sendo pregada, mas pouco é o número dos que hoje se convertem em contraste com os tempos passados. Não vamos muito longe: vinte anos e a diferença já é gritante. O que tem acontecido em nossas igrejas?
É certo que muitos púlpitos têm sido contaminados por uma mensagem autocentrada, autoindulgente e que clama à aliança com as riquezas. Não dá mais ignorar, é só acessar o YouTube que flagramos candidatos a novos heresiarcas proclamando vaidades nos púlpitos de algumas igrejas, como se nunca houvera um azorrague de cordas!
Ventos de doutrinas, absurdos eclesiásticos e a contaminação do fogo estranho são coisas graves, mas nós, servos do Altíssimo, precisamos entender que enquanto o inimigo ao mesmo tempo dispersa e concentra nossa atenção em conflitos internos, finca seus tentáculos falaciosos em vias complementares que a igreja sempre usou para também difundir a mensagem do Reino.
Nenhum crente sincero acorda decidido a dispensar sua cruz e trair a Deus, mas assim o faz todas as vezes que permite pequenas concessões em suas vidas. Com nossa boca, dizemos: “Jesus é nosso Rei”, mas bem distante em nossas vidas, além das bandas do norte, lugar onde ninguém vai e ninguém conhece, não seguimos a sabedoria de Deus quando estabeleceu também ali o alcance de Sua soberana Luz, e assim, permitimos que o inimigo tenha como encontrar lugar onde estabelecer seu trono corrompido.
O batismo pressupõe nossa renúncia para esse mundo numa vastíssima gama de aspectos, mas nos aliançamos com este século ao pensar: “É pecado, mas não é pra tanto”, “é errado, mas a Mão de Deus não pesou”, “é crime, mas vou economizar”. Cada aliança é um elo, e por fim, nem entendemos o porquê de tantos grilhões.

Isso tem que acabar. É responsabilidade nossa resgatar a verdade direto da fonte das Escrituras e abrir os olhos da igreja para as armadilhas que Satanás tem nos lançado a fim de barrar o avanço do evangelho. É só com a compreensão correta e desprendida de paixões humanas que compreenderemos com clareza as verdades mais profundas descritas na Bíblia. É com revelação vinda do Alto, com contrição honesta, com jejum e pano de saco.
Por fim, é preciso entender que quando clamamos “Maranata!” pedimos não somente por “Salva-nos”, mas, principalmente, por “Julgue-nos”!
“Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; sua vinda está preparada como o nascer do sol; ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera, que rega a terra.”
Oseias 6:3




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